COLUNA DO TURISMÓLOGO DUDU MARINHO.
REVISTA RIO BASTIDORES 360.
Centro do Rio: turismo, comércio e novas conexões de negócios
Por Turismólogo Eduardo Marinho, graduado pela UFRRJ, Mestrando do CEFET e Professor.
O Centro do Rio de Janeiro atravessa um processo de revitalização, valorização econômica e cultural impulsionado pela circulação de moradores, trabalhadores, visitantes e turistas.
A região, marcada por patrimônio histórico, equipamentos culturais, gastronomia, comércio popular, serviços e atividades corporativas, representa um território estratégico para o turismo receptivo e para a geração de negócios. Nesse contexto, compreender a relação entre o fluxo turístico e o comércio local é essencial para fortalecer empresas, empregos e renda.
As estatísticas do Ministério do Turismo mostram a relevância do estado do Rio de Janeiro no cenário nacional. Segundo dados da PNAD Contínua, realizada pelo IBGE em parceria com o MTur, o estado recebeu 1,4 milhão de viagens domésticas em 2023, número 79% superior ao registrado em 2021. Esses visitantes movimentaram aproximadamente R$ 2,9 bilhões na economia estadual, com gasto médio de R$ 2.042 por pernoite.
Embora os dados sejam estaduais, eles ajudam a dimensionar o potencial de consumo que alcança os principais espaços urbanos e turísticos da capital, entre eles o Centro.
O turismo receptivo não se limita à hospedagem ou à visitação de atrativos. O visitante consome transporte, alimentação, produtos culturais, comércio, entretenimento, serviços financeiros, tecnologia, comunicação e experiências locais.
No Centro, essa dinâmica pode beneficiar restaurantes, lojas, hotéis, agências, guias de turismo, produtores culturais, profissionais autônomos e pequenos empreendedores.
O próprio MTur reúne indicadores sobre desembarques nacionais e internacionais, receitas turísticas e os diferentes segmentos que compõem a cadeia produtiva do setor.
A movimentação turística também influencia o marketing comercial. Quanto maior a circulação de pessoas e a diversidade dos públicos, maior a necessidade de comunicação segmentada, informação acessível e presença constante das marcas. O comércio que dialoga com turistas, trabalhadores e moradores pode transformar visibilidade em relacionamento, relacionamento em venda e venda em fidelização. No Centro do Rio, divulgar uma empresa significa também associá-la à identidade histórica, cultural e econômica de um dos territórios mais simbólicos da cidade.
É nesse ambiente que uma revista como a Rio Bastidores 360 desempenha um papel estratégico. Com conteúdo eclético e dinâmico, a publicação amplia a exposição de empresas, profissionais, eventos, serviços e iniciativas ligadas ao turismo e à economia criativa. Ao aproximar clientes e anunciantes, a revista deixa de ser apenas um espaço publicitário e passa a funcionar como plataforma de conexão, reputação e geração de oportunidades.
A lógica é semelhante à de uma praça pública: diferentes atores se encontram, apresentam seus produtos, identificam necessidades e constroem parcerias. Uma reportagem sobre um restaurante pode alcançar tanto o turista em busca de experiências quanto o empresário interessado em contratar serviços. Uma entrevista com um profissional do turismo pode estimular novos contatos. Uma agenda cultural pode gerar circulação, consumo e integração entre comércio e visitantes.
Uma interpretação de Milton Santos contribui para compreender esse processo. Para o geógrafo, o espaço é resultado da relação entre território, técnica, circulação e sociedade. O Centro não é apenas uma área física: é um território usado por diferentes grupos, com fluxos econômicos, culturais e turísticos que se renovam continuamente. Já Mario Carlos Beni, ao analisar o turismo como sistema, destaca a articulação entre oferta, demanda, infraestrutura, serviços, mercado e comunidade. Assim, o turismo receptivo precisa ser planejado como uma rede, e não como uma atividade isolada.
Quando comércio, comunicação e turismo atuam de forma integrada, os resultados podem alcançar toda a economia local. São gerados empregos diretos em hotéis, restaurantes, lojas, transportadoras, agências e equipamentos culturais, além de empregos indiretos em fornecedores, manutenção, segurança, tecnologia, produção de eventos, publicidade e serviços especializados. A renda circula, fortalece empreendedores e contribui para a vitalidade urbana.
A revista Rio Bastidores 360, portanto, pode ocupar uma posição relevante nessa rede: informar, divulgar, conectar e estimular negócios. Ao apresentar o Centro do Rio em suas múltiplas dimensões, a revista valoriza seus anunciantes, amplia o alcance de suas marcas e contribui para que turistas e consumidores reconheçam a região como espaço de experiências, oportunidades e desenvolvimento. Em uma cidade onde turismo e comércio se encontram diariamente, comunicar bem também é uma forma de movimentar a economia.
Turismólogo Eduardo Marinho

Redator Editor Chefe
Colunista 360 rio, Designer Gráfico, Filmagem e Fotografia.
“Arte em cada traço, estratégia em cada passo.“

