Penha Vive Dia Histórico Com Fé, Samba e Capoeira
São Jorge reúne multidões, escola de samba infantil emociona e roda gigante celebra o aniversário do lendário Mestre Touro

No coração da Rio de Janeiro, a tradicional Festa da Penha ganhou um capítulo inesquecível neste 23 de abril, Dia de São Jorge. Fé, cultura popular e ancestralidade se encontraram em um dos eventos mais simbólicos do calendário carioca.
A celebração deste ano foi além das missas e promessas. O público presenciou um verdadeiro espetáculo cultural, com destaque para a participação de escola de samba infantil, que levou alegria, cores e renovação para a tradição — mostrando que o futuro do samba já pulsa forte.






Mas foi na capoeira que a emoção atingiu seu ponto máximo.
UMA RODA QUE ATRAVESSOU FRONTEIRAS
A histórica roda realizada no Largo da Penha reuniu capoeiristas de todo o Brasil e também do exterior, em uma celebração grandiosa pelo aniversário do lendário
Mestre Touro

Referência viva da capoeira carioca, Mestre Touro dedicou mais de seis décadas à arte, formando gerações e levando a cultura brasileira para o mundo.




Fundador do tradicional grupo Corda Bamba, ele transformou a Penha em um dos maiores polos da capoeira no Brasil, sendo reconhecido como guardião da chamada “capoeiragem carioca”.
Sua ligação com a Festa da Penha é histórica: foi ali, ainda criança, que teve seu primeiro contato com a capoeira — um encontro que mudaria sua vida e impactaria gerações.
ENCONTRO DE MESTRES: A FORÇA DA CAPOEIRA MUNDIAL

O evento reuniu nomes de diversas regiões do Brasil e até internacionais, reforçando a força global da capoeira como patrimônio cultural.
DESTAQUE – MESTRES PRESENTES

Mestre Sabiá (MG)
Mestre Martins (SP)
Mestre Índio (CE)
Contramestre Xarêu (CE)
Contramestre Halana (CE)
Mestre Zé Rasta (BA)
Mestre Stylo (BA)
Mestre 1 por 1 (BA)
Contramestre Rochedo (México 🇲🇽)
Mestre Paulinho (SP)
Mestre Dois de Ouro (SP)
Contramestre Mola (SP)
Mestre Sete Vidas (SP)
Mestre Mandruvá (MG)
Mestre Marcelão (SP)
Mestre Rodrigo (SP)
Mestre Falcão (ES)
Estagiária Jaguatirica (ES)
Contramestre Chino (Chile 🇨🇱)
Mestre Paraná (RJ)
Mestre Kalango (RJ)
Mestre Durinho (RJ)
Mestre Cara Preta (RJ)
Mestre Boi (RJ)
Mestre Ninho (RJ)
Mestra Cris (RJ)
Mestre Martins (RJ)
Mestre Feinho (RJ)
Professor Raça (RJ)
Mestre Tamanduá (RJ)
Mestre Beto Banus (RJ)
Mestre Perna (RJ)
Mestre Du (MG)
Mestre Virgulino (AL)
Mestre Negão (RJ)
Contramestre Chiclete (AC)
Zeir (RJ)
Mestre Soldado (RJ)
Mestre Martins (RJ)
Mestre Curumim (RJ)
Mestre Sena (MG)
Mestre Maya (SP)**

SAMBA MIRIM E FUTURO DA CULTURA













Enquanto a roda de capoeira carregava a ancestralidade, a escola de samba infantil trouxe leveza e esperança. Crianças desfilaram, cantaram e mostraram que a tradição do samba segue viva — agora nas mãos da nova geração.
O encontro entre samba e capoeira simbolizou o que o Rio tem de mais forte: cultura que resiste, se reinventa e atravessa o tempo.
MAIS QUE UMA FESTA: UM ATO DE RESISTÊNCIA
A capoeira, reconhecida como expressão cultural afro-brasileira, vai além da luta: é dança, música, história e resistência.
Na Penha, essa essência foi vivida intensamente. A roda não foi apenas um evento — foi um reencontro de histórias, linhagens e identidades.
A PENHA PAROU — E O RIO SENTIU

Entre fé em São Jorge, batuque do samba e o som do berimbau, o dia foi marcado por emoção, respeito e celebração.
A Festa da Penha mostrou, mais uma vez, que o Rio de Janeiro não apenas celebra suas tradições — ele as transforma em espetáculo.
E no centro de tudo, um nome ecoou forte:Mestre Touro — símbolo eterno da capoeira, da resistência e da alma carioca.


Redator Editor Ilustrador
Criador de Conteúdo, Designer Gráfico, Filmagem e Fotografia.
“Arte em cada traço, estratégia em cada passo.“


