A Baixada Fluminense volta às ruas nesta terça-feira, 31 de março de 2026, para marcar os 21 anos da Chacina da Baixada

O massacre ocorrido em 2005, quando 29 pessoas foram assassinadas em Nova Iguaçu e Queimados por policiais militares. O ato será realizado na Praça dos Direitos Humanos, no Centro de Nova Iguaçu, reunindo familiares, movimentos sociais e organizações populares em defesa da memória, da justiça e do direito à vida.
Organizada pela Rede de Mães e Familiares da Baixada, pelo Fórum Grita Baixada e pela Rede de Educação Popular da Baixada Fluminense, a mobilização reafirma o lema “O luto virou luta” e denuncia a permanência da violência de Estado nas periferias. A programação inclui caminhada, apresentações artísticas e a exibição do documentário Nossos Mortos Têm Voz.
Até o ano passado, a Chacina da Baixada era lembrada como a maior chacina do Estado do Rio de Janeiro praticada por policiais militares. Em 28 de outubro de 2025, no entanto, a chamada Operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão pelas polícias Civil e Militar, deixou 121 mortos e passou a ser apontada como a ação policial mais letal da história do estado. A comparação recoloca no centro do debate a persistência de uma política de segurança pública marcada pela letalidade e pela violação sistemática de direitos.

Para os organizadores, o sentido do ato é justamente impedir que massacres como esses sejam tratados como episódios isolados. A memória da Chacina da Baixada segue atual porque revela uma lógica histórica de extermínio que continua atingindo de forma desproporcional a população negra, pobre e periférica do Rio de Janeiro.
“Até o ano passado, a Chacina da Baixada era lembrada como a maior chacina do estado praticada por policiais militares. Quando a gente olha para o massacre que aconteceu na Penha e no Alemão no ano passado, fica ainda mais evidente a urgência de enfrentar a normalização dessa política policial violenta. Essa mobilização é fundamental para afirmar a memória, cobrar justiça e defender o direito à vida nas periferias.” Adriano Dias da ComCausa
A atividade conta ainda com o apoio de organizações de direitos humanos, entre elas a ComCausa, e reforça a convocação à sociedade civil, aos coletivos, às juventudes e às lideranças comunitárias para que se somem à mobilização.

Neno Ferreira é um repórter comprometido com a verdade e a transformação social.
Sua atuação é guiada pela defesa da igualdade, da justiça e da voz das comunidades.
No jornalismo, ele não apenas informa — ele representa e dá visibilidade a quem precisa ser ouvido

